Também é bonito quando não brilha

AUTOR(A)
Felipe Prando
editora
XeroxZine - Vertov

O ensaio fotográfico Também é bonito o que não brilha foi realizado no Pico Camapuã, na Serra do Mar paranaense, durante um dia nublado. As imagens nascem de uma experiência de caminhar nesse ambiente envolto em neblina, onde a paisagem se apresenta de forma contida, quase suspensa. Trata-se de um trabalho que busca olhar para a paisagem sem o fascínio do espetáculo, sem a necessidade do brilho ou da luz do sol. Aqui, a beleza não se impõe, mas se revela com o tempo.
O título do ensaio reflete uma recusa ao convencional. Ele questiona a ideia de que o valor da imagem está no que brilha, no que se impõe ao olhar. Ao contrário, propõe uma estética do discreto e do sutil. A fotografia, neste caso, aproxima-se da paisagem de maneira mais sensível e silenciosa, permitindo que o que está à margem ou oculto se mostre com delicadeza. A busca não é por imagens de impacto imediato, mas por gestos que exigem uma relação mais íntima com o que está diante da câmera.
O ensaio reflete uma das principais questões que venho explorando na pesquisa acadêmica e artística: como a fotografia pode ser uma forma de conhecimento situada, que emerge a partir da experiência do corpo no território. A imagem aqui não é apenas uma representação, mas uma prática de envolvimento com o mundo. A paisagem não é tratada como um cenário fixo, mas como um processo vivo e em constante transformação. E a fotografia, nesse contexto, torna-se um dispositivo de pensamento, de relação com esse mundo.
A escolha do dia nublado, em que a luz é suavizada e a visibilidade é reduzida, reflete uma recusa à busca pela imagem perfeita ou espetacular. As condições atmosféricas desfavorecem uma fotografia convencional e revelam uma outra qualidade de luz, mais difusa e menos contrastada, mais intangível. A beleza, nesse caso, não está na clareza, mas na ambiguidade e na suavidade. As imagens buscam uma estética que não é de exibição, mas de presença. Elas não se impõem ao espectador, mas convidam a uma aproximação mais lenta e mais sensível.

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Tiradentes fica situada na região do Campo das Vertentes de Minas Gerais, a apenas 12 km de São João del Rei, outra importante cidade histórica mineira que merece ser visitada.

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Tiradentes é conhecida por sua cena gastronômica, com restaurantes que mesclam tradição mineira e alta culinária. Aproveite para experimentar os sabores locais durante o festival.

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Explore o patrimônio histórico de Tiradentes enquanto participa do festival: igrejas barrocas, museus, ruelas de pedra e a famosa Maria Fumaça. Uma experiência cultural completa.

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Reafirmando seu compromisso com a qualidade da programação, o Festival proporciona ao público ricas experiências e trocas com profissionais de renome nacional e internacional, cuja produção artística é representativa no cenário da fotografia brasileira.

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Criado em 2011, o Festival de Fotografia de Tiradentes reúne fotógrafos nacionais e internacionais na histórica cidade mineira. Conheça a história, missão e edições anteriores do evento.

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“Sonhar, imaginar e especular futuros”

Esta convocatória busca reunir trabalhos fotográficos em seu amplo espectro de abordagens — documental, experimental ou artística — para compor uma projeção audiovisual no Largo das Forras, em Tiradentes (MG).

As projeções acontecerão nas noites de 13 e 14 de março de 2026, integrando a programação do Festival.

Mostra de Portfolios

A Mostra de Portfólios do 15º Festival de Fotografia de Tiradentes é um espaço de troca, encontro e aproximação entre fotógrafos, curadores, pesquisadores e o público. A atividade é destinada a pessoas que têm a fotografia como principal forma de expressão.

Serão selecionados 20 participantes, que contarão com um espaço individual para apresentar seus trabalhos no dia 14 de março (sábado), das 11h às 17h, em Tiradentes.

A Mostra é um momento privilegiado para a apresentação pública e aberta de portfólios, estimulando diálogos e conexões.