Este livro é construído a partir do acervo fotográfico de meu avô, Akira Kodato, imigrante japonês que chegou ao Brasil em 1926, aos 12 anos de idade, para trabalhar como agricultor no interior de São Paulo. Butsudan se refere aos altares que famílias japonesas budistas possuem em suas casas. Através dele, a casa se torna um espaço físico e espiritual onde Buda, os vivos e os mortos podem conviver. Um local de adoração, mas também de diálogo. Através do butsudan que herdei de minha família, pude não só conversar com meu avô, mas também ficcionalizar com a história de meus antepassados e aprender algo da delicadeza necessária para se cuidar da morte. Em meio às flores e retratos de meu avô, costurei imagens minhas como oferendas ao seu espírito, como uma celebração do invisível sutil e grandioso de tudo aquilo que já foi, mas que ainda é.
Butsudan recebeu o prêmio de Melhor Livro no Festival ZUM de Fotolivros 2025, no Instituto Moreira Salles em SP.
Vídeo sobre o livro neste link









