Convocatória de Fotolivros ZUM/IMS 2025

Exposição dos livros selecionados na oitava convocatória realizada pela revista ZUM e pela Biblioteca de Fotografia do IMS, no contexto do Festival ZUM 2025. Do total de 182 títulos enviados, todos publicados nos anos de 2024 e 2025, foram selecionados para exposição 45 fotolivros, zines, catálogos e livros de fotografia de todas as regiões do Brasil, além de países da América Latina e da Europa. Desta seleção, 3 foram premiados e receberam o valor de R$ 2 mil.

Segundo o júri, formado este ano por Mariela Sancari (artista visual), Iliriana Rodrigues (historiadora e curadora), Thyago Nogueira (coordenador do núcleo de arte contemporânea do IMS e editor da revista ZUM), Ângelo Manjabosco (pesquisador do IMS) e Miguel Del Castillo (coordenador da Biblioteca de Fotografia do IMS):

“Os três fotolivros premiados mostram a importância da reflexão sobre os arquivos na produção contemporânea: a revisão crítica de narrativas históricas e racistas, o enfrentamento das violências familiares e a valorização da memória das comunidades que moldam o Brasil. Viagem ao Brasil (1865-1866): a desordem da carne (autopublicado), de Marina Feldhues, é uma resposta contundente à produção pseudocientífica do naturalista suíço Louis Agassiz e de sua esposa Elizabeth Cabot Agassiz realizada durante a Expedição Thayer, que aprofundou o racismo contra populações africanas e originárias. Intervindo sobre imagens e textos sensíveis, Feldhues faz uma releitura crítica e visual da reedição do livro publicada pelo Senado Federal em 2000. Em La niña pez (La Luminosa), da argentina Verónica Borsani, as delicadas fotografias, desenhos e adesivos pessoais e aparentemente singelos da infância são o fio condutor de um trauma oculto por anos. É no contraste com o texto que autora constrói uma narrativa sobre o abuso sexual intrafamiliar – tema urgente, apagado e pouco discutido no Brasil. Butsudan (Selo Turvo), de Akira Kodato e Yuji Kodato, aborda o reencontro entre um neto e as imagens, paisagens e andanças de seu avô, em diálogo com o legado da imigração japonesa no Brasil. Um fotolivro sobre beleza, herança, silêncio, memória e permanência – onde o arquivo se converte em espaço de afeto e continuidade”.

Livros selecionados que estarão em exposição

01 por todo$ e todo$ por 01, Ck Martinelli & Luiz 83 (Autopublicado)

Alumbre na Macaia, Ian Cheibub (KWY Ediciones)

Beco – volume 1, Vários autores (Selo Vertigem)

Belén, María Belén, Archivo de la Memoria Trans Argentina

Butsudan, Akira Kodato e Yuji Kodato (Selo Turvo)

Carros, Zabenzi (Autopublicado)

Carta de despejo / Carta de desalojo, Cícero Costa (Lovely House & Tempo D`Imagem)

Cine Casa, Régis Amora (Lovely House)

Como olhar junto, Luiza Baldan (Fotô Editorial)

Coragem de fugir medo de ficar, Bárbara Bragato (Editora Gris)

Doce sonâmbulo, Desali (Quadradocirculo)

Espectra, Marcos Bonisson (Piscina Pública Edições)

Fábrica de Sonhos, Maxwell Matias (Intro Network)

Fantasmagoría, Suyai Otaño (Tres Salas)

Fotográfico, Beth Lee (Autopublicado)

Frases mínimas, Ana Lía Orézzoli (Autopublicado)

Fujikawa, o sol daqui brilha amarelo, Henrique Fujikawa (Tempo D’imagem)

ganas de vivir, ganas de morir, Macarena Peñaloza (Tacto Editora)

Guaraná Paquera, Mariana Destro (zero-Edições)

Inculpáveis, Estefania Gavina (Lovely House)

La niña pez, Verónica Borsani (La Luminosa)

Livro dos gauchos imaginários, Fabio Spolti (Autopublicado)

Mama Coca, Nadège Mazars (Raya Editorial)

Mamushkas, Carla Lucarella (Centro de Fotografía de Montevideo / Metaninfas)

Mataram um boe na rua de cima, Everson dos Santos de Andrade (Ateliê Maniva)

Meu pai morreu três vezes, Clara Simas (Propágulo)

Mosca imagem: ruído, Dods Martinelli e Edilson Rodrigues da Silva (Editora Mosca)

Museu Serra Mar, Gustavo Caboco (Picada Livros)

Não Reagente, Priscilla Buhr (Autopublicado)

Nunca hay nadie alrededor, Adrián F.S. (La Luminosa)

Olhares que Falam, Vários autores (Autopublicado)

Fechamento de arquivo [Meu sobrenome + Os ramos + Visões de família], Alunes do Curso Técnico Senac São Miguel Paulista 2025, orgs. Fernando Banzi, Elaine Xavier e Michele Manoel (Autopublicado)

Parada, Iatã Cannabrava e Manauara Clandestina (Editora Madalena)

pique-esconde, brunøvaes (Patuá)

Procurem Luisa, Maria Dolores Rodriguez (Editora Segundo Selo)

Salve todas as forças que nos protegem, Julia Mello e Mateus Cintra (Autopublicado)

Shinsaibashi 2-18-9, Lucas Gibson (Selo Turvo)

Shipwreck of Dreams, Emilio Nasser (Artphilein Editions)

Slam da Guilhermina: Batalha de Poesias 292°, Vinícius Toledo (Autopublicado)

Tarja preta e efeito colateral, Alan Lima (Selo Vertigem)

The Façade, Carolina Monteiro e Rafael Roncato (Nest)

Transitus Naturalis, Elaine Pessoa (Fotô Editorial)

Tu, Felipe Camilo e Karlo Artur (Lovely House)

Uma ilha chamada Armênia, Cassiana Der Haroutiounian (Tabla)

Viagem ao Brasil (1865-1866): a desordem da carne, Marina Feldhues (Autopublicado)

 

📍 Vila Foto em Pauta  Rua Santíssima Trindade, 92 – Centro, Tiradentes – MG
🎟️ Entrada gratuita

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Principais distâncias

Tiradentes fica situada na região do Campo das Vertentes de Minas Gerais, a apenas 12 km de São João del Rei, outra importante cidade histórica mineira que merece ser visitada.

Hospedagens

Pesquisando por hospedagens no fim de semana do Festival? Temos uma lista de pousadas parceiras. Confira!

Gastronomia

Tiradentes é conhecida por sua cena gastronômica, com restaurantes que mesclam tradição mineira e alta culinária. Aproveite para experimentar os sabores locais durante o festival.

Atrações turísticas

Explore o patrimônio histórico de Tiradentes enquanto participa do festival: igrejas barrocas, museus, ruelas de pedra e a famosa Maria Fumaça. Uma experiência cultural completa.

o festival

Reafirmando seu compromisso com a qualidade da programação, o Festival proporciona ao público ricas experiências e trocas com profissionais de renome nacional e internacional, cuja produção artística é representativa no cenário da fotografia brasileira.

Sobre o Festival

Criado em 2011, o Festival de Fotografia de Tiradentes reúne fotógrafos nacionais e internacionais na histórica cidade mineira. Conheça a história, missão e edições anteriores do evento.

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Projeções

“Sonhar, imaginar e especular futuros”

Esta convocatória busca reunir trabalhos fotográficos em seu amplo espectro de abordagens — documental, experimental ou artística — para compor uma projeção audiovisual no Largo das Forras, em Tiradentes (MG).

As projeções acontecerão nas noites de 13 e 14 de março de 2026, integrando a programação do Festival.

Mostra de Portfolios

A Mostra de Portfólios do 15º Festival de Fotografia de Tiradentes é um espaço de troca, encontro e aproximação entre fotógrafos, curadores, pesquisadores e o público. A atividade é destinada a pessoas que têm a fotografia como principal forma de expressão.

Serão selecionados 20 participantes, que contarão com um espaço individual para apresentar seus trabalhos no dia 14 de março (sábado), das 11h às 17h, em Tiradentes.

A Mostra é um momento privilegiado para a apresentação pública e aberta de portfólios, estimulando diálogos e conexões.