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Mostra de Foto-filmes

28 de novembro de 2020.20:00 - 21:30

 

 

Esta atividade é uma parceria Ateliê Oriente e Foto em Pauta, com curadoria de Claudia Tavares.

 

A mostra contemplará a exibição de 7 foto-filmes e, logo após, haverá uma conversa entre a curadora da mostra, Claudia Tavares, e o artista Alexandre Sequeira.

 

“Oração”, de Nana Moraes

 

Foto-filmes são audiovisuais construídos a partir de trabalhos fotográficos apoiados em uma montagem cinematográfica que pensa a duração das imagens estáticas na tela, suas passagens e o acompanhamento de banda sonora de sons, falas, músicas e silêncios. São narrativas visuais que lançam mão tanto dos recursos da fotografia quanto do cinema, potencializando ambos e criando uma visualidade rica e híbrida, onde surgem poéticas visuais que rompem com as fronteiras que separam a fotografia e o cinema. No momento onde as exposições presenciais estão fragilizadas, os foto-filmes crescem como mais uma potente possibilidade de apresentação de trabalhos artísticos baseados em fotografia, por poderem ser veiculados virtualmente.

 

[ ASSISTIR APRESENTAÇÃO ]

 

Lista de foto-filmes da mostra

• Partida, Alberto Bitar, 5’05”
• Hotel Savoy, Bella Tozini, 10’50”
• Colateral, Sônia Góes, 4’45”
• Nuvens, Arnaldo Saldanha, 3’08”
• Loess, Marise Maués, 7’56”
• Oração, Nana Moraes, 1’
• Cinema de Livro, Marcos Bonisson, 5’

 

A curadoria dos foto-filmes acima listados reúne 7 trabalhos distintos, todos de artistas brasileiros contemporâneos. Todos os foto-filmes foram realizados a partir dos anos 2000. As reflexões passam pelo território das perdas, das memórias e das fabulações.

 

“Loess”, de Marise Maués

 

Sinopses

PARTIDA (Alberto Bitar, 5’05”)
O ano provável: 1937, a cidade: o Rio de Janeiro. A escolha de 54 pessoas sobre o que deveriam fazer naquele dia os une para sempre, ou pelo menos enquanto durar a imagem.

HOTEL SAVOY (Bella Tozini, 10’50”)
O fotofilme é construído com frames retirados de filmes super 8 dos arquivos pessoais da artista, filmados na cidade de Lodz (Polônia) em 2003-2004. A narrativa é moldada a partir de relatos de poloneses sobreviventes do Holocausto que vieram morar na cidade de São Paulo. A manipulação do tempo das imagens e da repetição dos componentes auditivos leva-nos a uma viagem para um outro tempo e espaço. Os fragmentos de imagens misturam-se com uma fala que guia e molda o desejo de lembrar, de transcender os limites e fronteiras, brincando com a falibilidade da memória. Esse desejo intenso aceita a farsa, a fim de reformular o passado e renovar o sentido do presente.

COLATERAL (Sônia Góes, 4’45”)
Imagens de alas desativadas de um hospital ainda em funcionamento. Portas fechadas e corredores escuros vertem para enfermarias vazias e andares inteiros silenciosos, como se atravessássemos um portal para outra dimensão. Um mundo colateral, onde camas enferrujadas e cadeira de rodas travadas, revelam vestígios perenes e acidentais da presença humana.

NUVENS (Arnaldo Saldanha, 3’08”)
O trabalho que surge dentro de um projeto mais específico, assim como em um momento muito pessoal do autor. Uma representação sobre questões humanas, como uma perda, a dor e a solidão. A tentativa é a de transcender e transpassar o tempo. A representação das nuvens age como metáfora sobre as transformações da vida, algo que está fora do nosso controle. A matéria e suas transformações, o movimento, a distância. Estímulos que têm a intenção de provocar uma reflexão sobre dualidade. Uma epifania.

LOESS (Marise Maués, 7’56”)
Uma performance orientada para o vídeo, produzida na ilha ribeirinha de Maracapucu-Miri, município de Abaetetuba, Pará, com a qual a autora guarda laços estreitos de afeto. A ação performática teve a duração de um pouco mais de sete horas ininterruptas, onde Marise posicionou-se sobre uma plataforma no leito de um igarapé, recebendo o fluxo das águas de duas marés: enchente e vazante. Loess pretende instigar a leitura do homem contemporâneo como um ser Loess, ou seja, um ser passível de múltiplas identidades, um ser formado de camadas que se sobrepõem ao longo do tempo. Adentrar em um igarapé e elevar o seu corpo à condição análoga a um sedimento Loess passível à ação de agentes naturais possibilitou a materialização imagética de ter um corpo tecido em camadas que se sobrepunham com o passar das horas pelo depósito de sedimentos carregados pelas águas.

ORAÇÃO (Nana Moraes, 1’)
“Oração” é um pequeno gesto. Breves imagens. Reflexão. Escuta de um tempo. Que logo passa.

CINEMA DE LIVRO (Marcos Bonisson, 5’)
Um trabalho em processo baseado no livro “Arpoador”.

 

“Nuvens”, de Arnaldo Saldanha

 

[ ASSISTIR APRESENTAÇÃO ]

SOBRE A CURADORA CLAUDIA TAVARES

Doutora em Processos Artísticos Contemporâneos pelo Instituto de Artes (UERJ), Mestra em Artes pela Goldsmiths College (Londres) e em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes (UFRJ) e formada em Comunicação Social pela FACHA, Rio de Janeiro. Como artista visual, utiliza principalmente as linguagens da fotografia e do vídeo, em diálogo com desenhos, objetos e cadernos de artista. Fez residência artística na Casa do Artista (Vila Nova de Cerveira, 2017), no programa de residência  LabVerde (Amazonas, 2018) e foi artista residente no Festival de Fotografia de Paranapiacaba (2019). Venceu o primeiro lugar do Prêmio Chico Albuquerque de Fotografia na categoria “Outras Visões”, com seu trabalho “Um jardim em Floresta”.

 

 

 

Detalhes

Data:
28 de novembro de 2020
Hora:
20:00 - 21:30
Categoria de Evento:
Website:
youtube.com/watch?v=6AByPSmyNx8

Local

YouTube
Website:
youtube.com/fotoempauta

Organizador

Foto em Pauta
E-mail:
fototiradentes@gmail.com